O mercado da bola pode mudar o rumo de uma temporada em poucos dias — e o Arsenal acaba de sentir isso na prática. O clube londrino teria perdido a disputa por Morgan Rogers para o Chelsea, que aceitou desembolsar cerca de £117 milhões e acertou verbalmente um contrato de seis anos com o jogador inglês.
Para os Gunners, o revés é relevante, mas não precisa representar uma derrota estratégica. Um elenco que pretende disputar a Premier League e avançar na Champions League precisa reagir rápido, analisar perfis e escolher o nome que melhor se encaixa no projeto de Mikel Arteta.
Nesta análise para a Afun Cassino, avaliamos os principais, considerando estilo de jogo, impacto imediato, potencial de desenvolvimento e dificuldade de negociação.

Arsenal precisa de criatividade, intensidade e versatilidade
Morgan Rogers era visto como uma opção capaz de atuar entre linhas, carregar a bola, atacar espaços e gerar desequilíbrio no último terço. Portanto, sua substituição não deve ser definida apenas por gols ou assistências.
O Arsenal precisa procurar um atacante ou meia ofensivo que consiga:
- Criar jogadas contra defesas fechadas;
- Pressionar alto sem a bola;
- Jogar como ponta, meia central ou segundo atacante;
- Aumentar a profundidade do elenco;
- Decidir jogos grandes com personalidade.
Essa procura faz sentido em uma liga competitiva como a Premier League, em que pequenas diferenças de qualidade e profundidade podem decidir a corrida pelo título.
1. Bradley Barcola: a opção mais explosiva
Velocidade e drible para mudar partidas
Bradley Barcola talvez seja o nome que mais se aproxima do perfil dinâmico que o Arsenal buscava em Rogers. O atacante francês já vinha sendo monitorado pelo departamento de recrutamento do clube e se destaca pela velocidade, pelo drible individual e por sua objetividade no corredor esquerdo.
Os números reforçam a percepção. Barcola aparece entre os melhores pontas da Europa em conduções progressivas, com 5,18 por 90 minutos, e em dribles bem-sucedidos, com 3,10 por 90 minutos.
Na prática, ele seria especialmente útil em partidas nas quais o Arsenal precisa romper linhas e enfrentar adversários compactos. Sua capacidade de receber aberto, acelerar e invadir a área pode criar mais espaço para nomes como Bukayo Saka, Martin Ødegaard e os atacantes centrais.
O desafio da negociação
O contrato com o PSG vai até 2028, mas a operação poderia ser mais realista do que uma tentativa de superar os valores envolvidos por Rogers. Liverpool, Chelsea e Manchester United também são citados como interessados, o que promete elevar a concorrência.
Para a Afun Cassino, Barcola seria a aposta de maior impacto técnico imediato.
2. Morgan Gibbs-White: solução pronta para a Premier League
Morgan Gibbs-White oferece uma alternativa diferente. Em vez de investir em adaptação internacional, o Arsenal poderia buscar um jogador que já entende o ritmo, a pressão e as exigências físicas do futebol inglês.
Aos 26 anos, o meia do Nottingham Forest combina criatividade, mobilidade e trabalho sem bola. Ele registra, em média, 4,82 ações que levam a finalizações e 2,15 passes-chave por 90 minutos, números que indicam influência direta na criação ofensiva.
Um meia que também pressiona
Gibbs-White pode atuar como camisa 10, cair pelos lados ou ocupar áreas intermediárias. Além disso, sua média de 6,2 recuperações de bola por 90 minutos é bastante atraente para o modelo de pressão de Arteta.
Esse aspecto é crucial. O Arsenal não precisa apenas de um jogador elegante com a bola; precisa de alguém disciplinado para recuperar a posse e sustentar a intensidade coletiva.
Por outro lado, o Nottingham Forest tende a ser duro nas conversas, especialmente sob a gestão de Evangelos Marinakis. Manchester United e Tottenham também acompanham a situação.
3. Julián Álvarez: o sonho mais completo
Se o Arsenal quiser transformar uma oportunidade de mercado em uma contratação de nível mundial, Julián Álvarez seria o nome ideal. Campeão da Copa do Mundo de 2022, o argentino reúne qualidades raras: pode jogar como centroavante, segundo atacante, meia ofensivo ou ponta.
Ele entrega produção ofensiva e intensidade defensiva. O atacante registra 0,65 de npXG+xA por 90 minutos, indicador que combina gols esperados sem pênaltis e assistências esperadas.
Perfil perfeito para Arteta
Álvarez também figura entre os atacantes mais ativos em pressão no terço final, estando no grupo dos 91% mais intensos nesse fundamento.
Isso o transformaria em uma peça quase ideal para um Arsenal que deseja controlar território, pressionar a saída rival e atacar de forma fluida. Em jogos decisivos, sua experiência em grandes competições seria um bônus enorme.
O principal entrave é o desejo do atleta de continuar na Espanha, com o Barcelona apontado como destino preferencial. Como o Atlético de Madrid não deseja fortalecê-lo diretamente, uma proposta inglesa financeiramente forte poderia abrir uma brecha.
4. Gilberto Mora: investimento para o futuro
Nem toda contratação precisa chegar pronta para liderar o ataque. Gilberto Mora representa uma visão de longo prazo, com potencial para se tornar uma estrela antes dos 20 anos.
Aos 17 anos, o mexicano chamou atenção em torneios de base e também impressionou após sua estreia na Copa do Mundo de 2026. No futebol mexicano, apresenta 78% de precisão de passe no terço final e média de 2,4 passes progressivos por 90 minutos.
O Arsenal teria enviado uma proposta inicial de £19 milhões ao Club Tijuana. Mora pode atuar como meia ofensivo ou ponta esquerda, mas ainda precisaria de tempo, adaptação e proteção para evoluir no futebol europeu.
Liverpool e Manchester United também estariam de olho no jovem talento.
5. Eli Junior Kroupi: profundidade e potencial
Eli Junior Kroupi fecha a lista como uma alternativa inteligente para ampliar o elenco. O francês do Bournemouth tem versatilidade ofensiva e se destaca pelo instinto dentro da área.
Ele possui 18,5% de conversão de finalizações e registra 3,42 toques na área adversária por 90 minutos. Esses dados sugerem um jogador que sabe se movimentar perto do gol e aproveitar espaços curtos.
Kroupi talvez não seja a contratação mais chamativa do mercado, mas pode ser o tipo de aposta que se valoriza rapidamente sob o comando de Arteta. Chelsea, Liverpool e Manchester United também acompanham o atleta.
Veredito: qual alvo faria mais sentido?
Cada candidato oferece uma solução distinta:
- Bradley Barcola: explosão, drible e impacto pelas pontas;
- Morgan Gibbs-White: adaptação imediata e criatividade na Premier League;
- Julián Álvarez: talento consolidado e versatilidade de elite;
- Gilberto Mora: projeto de longo prazo com alto teto técnico;
- Eli Junior Kroupi: profundidade ofensiva e oportunidade de desenvolvimento.
Se a prioridade for vencer agora, Barcola e Álvarez parecem os nomes mais capazes de elevar imediatamente o teto ofensivo do Arsenal. Se o foco estiver em equilíbrio financeiro e adaptação segura, Gibbs-White aparece como uma escolha extremamente lógica.
No mercado de transferências, porém, não basta identificar o melhor jogador. É preciso agir no momento certo, negociar com inteligência e vencer a concorrência. Para o Arsenal, a resposta após perder Rogers pode determinar se a próxima temporada será apenas competitiva — ou verdadeiramente histórica.
